FAQ's

Páineis Solares



Para aquecer águas sanitárias, piscinas, ambiente e água de processos industriais até 100 ºC.

A energia do sol é captada no colector e transmitida ao depósito acumulador através de um liquido térmico, transmitindo esta energia ao passar por uma serpentina ou permutador de calor à água de consumo.

Mesmo no Inverno há dias com muito sol. É obvio que em média a energia disponível nessa altura do ano é menor, fornecendo cerca de 60% das necessidades. Quando não há suficiente sol o sistema de apoio (caldeira ou resistência eléctrica) entra em funcionamento. 

Um sistema bem dimensionado permite em média 80% da energia necessária para aquecer a água que usamos em casa. Em Portugal, a radiação solar varia ao longo do ano, existindo uma maior disponibilidade no Verão e menor no Inverno. Este facto impõe que um sistema solar instalado para o aquecimento de água seja dimensionado para satisfazer as necessidades de água quente a 100% no período de Verão (três a quatro meses), não as satisfazendo totalmente no período de Inverno. A hipótese de conceber um sistema solar térmico satisfazendo em 100% as necessidades de água quente em todo o ano, conduziria a um sistema solar com uma muito maior área de captação (maior custo), em que nos períodos de Verão seria desperdiçada muita energia captada que não seria aproveitada, em virtude de esta exceder as necessidades de consumo.

Sim, mas só como apoio ao sistema solar em dias seguidos sem sol, gastando na ordem dos 20% em termos médios anuais em energia proveniente do gás ou electricidade.

Pela poupança em energia entre 4 e 6 anos, dependendo da dimensão da instalação. Contando com os incentivos existentes pode em alguns casos chegar a ser tão curto quanto 2 a 3 anos.

Sim, para o sector doméstico existe a possibilidade de deduzir à colecta no IRS, 30% das importâncias despendidas com a aquisição de equipamentos solares novos, com o limite máximo de 700€. No entanto, este benefício não pode ser acumulável com o crédito habitação.

Para empresas e instituições públicas existe a Medida de Apoio ao Aproveitamento do Potencial Energético e Racionalização de Consumos (MAPE), do POE, Portaria 383/2002 de 10 de Abril. Para o apuramento do IRC há a possibilidade de amortização do investimento no sistema solar em apenas 4 anos, para efeito do cálculo daquele imposto.

Um sistema Ao Sol dura cerca de 12 anos e com manutenção adequada pode ultrapassar os 15 anos.

Sim, como em todo equipamento é conveniente realizar manutenções periódicas, podendo assim prolongar os anos de vida do sistema. Uma boa ideia é fazer um contrato de manutenção com a Gasfomento.
 
Não. Os colectores devem ser instalados nos locais virados a Sul e não devem ter sombras, assim como devem ficar instalados o mais próximo possível do armazenamento/consumo. O factor estética também tem alguma influência, desde que não interfira com o rendimento dos colectores. Contacte a Gasfomento, que é um instalador acreditado.

Não. Há outros locais possíveis (terraços, locais livre de sombras e sempre o mais próximo do armazenamento/consumo) que deverão ser avaliados por um técnico qualificado da Gasfomento.

Não. Existem várias formas eficazes de garantir que não haja infiltração de água nos telhados. A empresa instaladora deve ser qualificada.

Não. As estruturas de fixação são concebidas para cumprir os regulamentos em vigor. O seu instalador certificado tem formação para saber fazer este tipo de estruturas. Se houver problemas, ele é responsável por corrigir tudo.

Solar Térmico



É a energia que se obtém através da radiação solar.

O solar fotovoltaico serve principalmente para fornecer electricidade em locais isolados, é utilizado em sistemas de bombagem e purificação de água ou na iluminação doméstica. O solar térmico é bastante eficaz no aquecimento de água (banhos, aquecimento central, piso radiante ou piscinas) e em outras aplicações que requerem temperaturas baixas (até 90Cº).

É a capacidade de converter a energia que vem do sol em energia eléctrica. A luz é transformada em energia eléctrica através de semicondutores, quando a luz solar incide sobre os painéis solares fotovoltaicos, produz-se uma corrente de electrões, temos então a energia eléctrica que é armazenada em baterias.

é a capacidade de converter a energia que vem do sol em energia térmica. Utiliza-se o calor irradiado pelo sol para aquecer um fluido a elevadas temperaturas, de modo a aquecer a água que é armazenada num depósito.

Sim. Usualmente as pessoas dão o mesmo nome (painel solar) a dois sistemas "painéis" completamente diferentes: Colector solar e painel fotovoltaico.

Um colector solar fornece água quente, enquanto que um painel fotovoltaico (com células fotovoltaicas) fornece electricidade.

Se o painel solar tiver anexado a ele um depósito cilíndrico, é porque está na presença de um colector solar. Esse depósito em formato de um cilindro serve para guardar a água quente para, por exemplo, durante a noite. No entanto o painel solar pode não ter esse depósito junto a ele. Nesse caso, a identificação do tipo de painel não é fácil a distância.

Com a redução considerável dos preços das células solares, a energia solar tornou-se já comum em muitas áreas das nossas vidas. Aplicações vão desde os sistemas autónomos em casas isoladas ou em mini-redes eléctricas, até aos sistemas ligados à rede em centrais produtoras ou integradas em edifícios e noutras infra- estruturas, passando ainda pela bombagem de água em locais de difícil acesso da rede eléctrica, pela iluminação pública (evitando a instalação de cabos eléctricos) pela purificação de água em sistema de dessalinização por osmose inversa, pelos sistemas avisadores de segurança, pelas telecomunicações e outros.

A tecnologia de conversão baseia-se na utilização de materiais semicondutores que transformam a energia associada aos fotões em electricidade, que por sua vez é armazenada em baterias. A eficiência teórica desta conversão é da ordem dos 50%. Na prática, as eficiências mais elevadas são da ordem dos 17,5% o que para uma radiação solar de 1000 W/m2 representa uma densidade de potência de 175 W/m2 de módulo fotovoltaico.

Microprodução



Uma instalação fotovoltaica é composta basicamente por:
Módulos solares (painel) - são constituídos por células solares, tipicamente, de silício.
Inversor - inverte a electricidade de (DC) contínua para (AC) alternada de modo a adaptar as características da corrente gerada às da corrente exigida pelos aparelhos electrodomésticos.

Existe uma regra geral que aponta para a produção de 1200 kWh por ano para uma insolação de 1000 W/m2 , para uma instalação de 1 kWp. Por exemplo, para uma instalação de 5 kWp situada no norte de Portugal, o rendimento esperado é acima de 6000 kWh de energia eléctrica. De salientar que, ao contrário do que se possa pensar, a diferença de horas de sol entre o norte e o sul de Portugal não é muito significativa, sendo em Lisboa apenas mais 5% que no Porto.

Os equipamentos renováveis estão sujeitos à taxa intermédia de IVA (12%). Por outro lado estes equipamentos são abrangidos por benefícios fiscais, tornando possível deduzir 30%, do investimento, no IRS até ao máximo de 777€.
Dependendo dos sistemas, um sistema solar tem uma vida útil de cerca de 20 anos, com uma simples mas adequada manutenção. Os clientes/ produtores têm acesso a dois regimes remuneratórios:

  • Regime Geral

O preço de venda de energia à rede pública é igual ao preço de compra: preço por kWh definido pela ERSE - Entidade Reguladora do Sector Energético e aplicável pela EDP Serviço Universal - Comercializador de Último Recurso.

  • Regime Bonificado

É aplicável a unidades de microprodução até 3,68 kW que utilizem energias renováveis e que cumpram as seguintes condições:
Para o caso de unidades de cogeração a biomassa, estas têm que estar integradas no aquecimento do edifício;
Para as unidades que utilizem outras fontes de energia, é obrigatório dispor de um colector solar térmico, com um mínimo de 2m2
No caso dos condomínios é exigida a realização de uma auditoria energética ao edifício e a implementação das medidas de eficiência energética identificadas nessa auditoria com período de retorno até dois anos.
O preço de referencia é de 650€/MWh, fixo durante 5 anos, para os primeiros 10MW de potencia instalados a nível nacional. Haverá uma redução de 5% por cada 10MW adicionais de potência de ligação registada.

Após os primeiros 5 anos e durante os 10 anos seguintes, será aplicado o preço igual ao preço que seja aplicável às instalações que se registem nesse ano e que lhe sejam equivalentes.
Após o período de 15 anos é aplicado o preço vigente de regime geral.

O preço varia consoante o tipo de energia renovável utilizado, devendo ser aplicadas as seguintes percentagens ao preço de referência:

  • Solar: 100%
  • Eólica: 70%
  • Hídrica: 30%
  • Cogeração a Biomassa: 30%

A electricidade vendida à rede tem um limite de 2,4MWh/ano no caso de energia solar e de 4 MWh/ano no caso das restantes energias, por cada quilowatt instalado.

Neste regime a potência de ligação é limitada a 10MW em 2008. Nos anos seguintes, o limite será aumentado, anual e sucessivamente, em 20%.


Existe um grande número de possibilidades de colocação de um sistema fotovoltaico em sua casa ou nas imediações. A arquitectura solar, devido à grande variedade de módulos fotovoltaicos existentes, é altamente flexível e por isso pode ser realizada de várias maneiras: em telhado inclinado, telhado plano, numa fachada ou como sombreador de janelas. É verdade que uma orientação exactamente a Sul é a configuração mais eficiente mas um pequeno desvio para Este ou Oeste permite a geração de energia com eficiência assinalável .

Esta é provavelmente a pergunta mais frequente. No entanto, a pergunta deveria ser a seguinte: Posso obter lucro com a minha instalação fotovoltaica? A resposta é, claro que sim, e isto deve-se ao simples facto de começar a pagar-se desde o momento que é ligada e porque gera energia. Mesmo sem subsídios, uma instalação fotovoltaica para vender a energia eléctrica à rede, paga-se rapidamente. Para instalações cuja finalidade é assegurar as necessidades energéticas de uma habitação, o investimento apenas é viável em locais remotos em que a rede eléctrica não está implementada .

O Programa Operacional de Economia definiu uma Medida de Apoio ao Aproveitamento do Potencial Energético e Racionalização de Consumos, designado por MAPE, que tem por objectivo propiciar apoios dirigidos à produção de energia eléctrica e térmica por recurso a energias novas e renováveis. Este apoio é sujeito a candidatura e posterior aprovação, mas pode tornar a instalação fotovoltaica bastante mais atractiva do ponto de vista económico. Os incentivos a conceder podem assumir as modalidades de incentivo reembolsável ou não reembolsável, sendo que o incentivo reembolsável pode ser substituído pelo pagamento da totalidade dos juros e encargos de empréstimo bancário de igual valor. O incentivo tem as seguintes parcelas:
Uma parcela I 1 , não reembolsável, até 40% das despesas elegíveis, que não ultrapassará 300000 €.
Uma parcela I 2 , reembolsável, até 40% do montante remanescente das despesas elegíveis.

Primeiro que tudo terá de ser escolhido o material a utilizar, já que existe uma grande gama de diferentes tipos de painéis para diferentes situações, pode aconselhar-se numa empresa da área e/ou pedir informações junto da Direcção Geral de Energia. O passo seguinte será apresentar o projecto à Direcção Geral de Energia, após aprovação, passará a pertencer ao grupo de produtores independentes de energia eléctrica! Ao ser um produtor de energia renovável beneficia dum preço de venda ao Sistema Eléctrico de Serviço Público (S.E.P.) muito atractivo, o que faz com que este sistema tenha um retorno fabuloso.

A luz do sol gera um fluxo de electrões directamente nas células fotovoltaicas pelo que não existem partes móveis na instalação que teriam maior tendência a avarias. Os fabricantes oferecem garantias de 20 anos para os módulos fotovoltaicos, mas independentemente desta garantia não existem razões para avarias. Os inversores, necessários nas instalações, também podem ser adquiridos com garantias de 10 anos.

Dado que não existem partes móveis, não há necessidade de operações de manutenção complicadas. Uma recomendação útil é a limpeza dos módulos regularmente para manter a eficiência de conversão. O inversor é concebido para funcionamento automático pelo que funciona quando existe sol a incidir nos módulos e desliga-se na situação contrária.

Para obter mais informação, deverá consultar o Decreto-Lei nº 363/2007 de 2 de Novembro e consultar o sítio da Direcção-Geral de Energia e Geologia em www.dgge.pt .

Solar Fotovoltaico / Microeólico


Foi publicado, a 2 de Novembro de 2007, o Decreto-Lei 363/2007 que avança com o regime simplificado aplicável à microprodução de electricidade, também designado por "Renováveis na Hora". O Decreto-Lei entrará em vigor em 2 de Fevereiro de 2008.

O DL aplica-se a clientes com contrato de fornecimento de energia eléctrica em baixa tensão e para unidades de microprodução de electricidade monofásica em baixa tensão com uma potência de ligação de até 5,75 kW, instalada no local de consumo.
Cada cliente / produtor poderá injectar na rede uma potência até 50% da sua potência contratada (limite não aplicável a instalações em nome de condomínios).

O acesso à actividade de microprodução pode ser restringido caso o somatório das potências de ligação das unidades ligadas a um determinado PT - Posto de Transformação ultrapasse o limite de 25% da potência desse mesmo PT.

Para instalar uma unidade de microprodução, o interessado deve proceder ao seu registo no SRM - Sistema de Registo de Microprodução, mediante o preenchimento de formulário electrónico, disponibilizado no sítio de Internet da DGEG - Direcção Geral de Energia e Geologia.
Após o registo, o requerente tem 120 dias para instalar a unidade de microprodução e requerer o certificado de exploração através do SRM. O certificado de exploração será emitido após uma inspecção ao local da instalação.
O contador de electricidade deve ser colocado em local de livre acesso ao comercializador e ao distribuidor de electricidade. Os equipamentos deverão estar certificados e tal poderá ser comprovado no SRM - Sistema de Registo de Microprodução

Podem exercer a actividade de instalação de unidades de microprodução empresários em nome individual ou sociedades comerciais com alvará ou título de registo no InCI - Instituto da Construção e do Imobiliário, para execução de instalações de produção de electricidade. Estas entidades deverão estar registadas no SRM - Sistema de Registo de Microprodução.

Os clientes / produtores têm acesso a dois regimes remuneratórios:

  • Regime Geral

O preço de venda de energia à rede pública é igual ao preço de compra: preço por kWh definido pela ERSE - Entidade Reguladora do Sector Energético e aplicável pela EDP Serviço Universal - Comercializador de Último Recurso.

  • Regime Bonificado

É aplicável a unidades de microprodução até 3,68 kW que utilizem energias renováveis e que cumpram as seguintes condições:
Para o caso de unidades de cogeração a biomassa, estas têm que estar integradas no aquecimento do edifício;
Para as unidades que utilizem outras fontes de energia, é obrigatório dispor de um colector solar térmico, com um mínimo de 2m2
No caso dos condomínios é exigida a realização de uma auditoria energética ao edifício e a implementação das medidas de eficiência energética identificadas nessa auditoria com período de retorno até dois anos.
O preço de referência é de 650€/MWh, fixo durante 5 anos, para os primeiros 10 MW de potência instalados a nível nacional. Haverá uma redução de 5% por cada 10 MW adicionais de potência de ligação registada.
Após os primeiros 5 anos e durante os 10 anos seguintes, será aplicado o preço igual ao preço que seja aplicável às instalações que se registem nesse ano e que lhe sejam equivalentes. Após o período de 15 anos é aplicado o preço vigente no Regime Geral.
O preço varia consoante o tipo de energia renovável utilizado, devendo ser aplicadas as seguintes percentagens ao preço de referência:

  • Solar: 100%
  • Eólica: 70% 
  • Hídrica: 30% 
  • Cogeração a Biomassa: 30%

A electricidade vendida à rede tem um limite de 2,4MWh/ano no caso da energia solar e de 4MWh/ano no caso das restantes energias, por cada quilowatt instalado.
Neste regime, a potência de ligação é limitada a 10MW em 2008. Nos anos seguintes, o limite será aumentado, anual e sucessivamente, em 20%.


O cliente / produtor terá que celebrar um contrato de compra e venda de electricidade, com modelo a aprovar pelo Director Geral de Energia e Geologia, que lhe será remetido pelo comercializador de electricidade. Os pagamentos serão efectuados por transferência bancária.

Para além de todos os custos inerentes à aquisição e instalação da unidade de microprodução, o cliente / produtor suportará os custos com o registo no SRM - Sistema de Registo de Microprodução e com uma 2ª inspecção, se esta se verificar necessária. Também pagará os custos de ligação à rede, incluindo o respectivo contador. No caso das instalações que utilizem energia eólica ou que estejam em locais de livre acesso ao público, o produtor deve possuir um seguro de responsabilidade civil.

Em principio todos os grandes bancos portugueses estarão interessados em financiar a microgeração, até porque existe uma alínea la legislação que permite ao comercializador a quem foi vendida a energia eléctrica, entregar directamente 75% do montante resultante da venda de energia directamente ao banco financiador.

Para obter mais informação, deverá consultar o Decreto-Lei nº 363/2007 de 2 de Novembro e consultar o sítio da Direcção-Geral da Energia e Geologia em www.dgge.pt.

 
Desenvolvido por Made2Web